Angelique e suas Facetas

A história de Angelique e suas muitas facetas...

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Numa noite de chuva


Ela olhou para o telefone, pensando se ele ainda se lembrava dela...
Respirou, checou o seu perfil novamente, conversou com seu namorado, e riu consigo.

'Não seja ridícula' pensou 'Ele nem deve saber que você existe mais, além do mais, você tem alguém agora'.
'E também engordei nesses 4 anos... Seria inevitável mudar também, não é?' respondeu em voz alta.

Olhou novamente, os dedos coçavam para discar aquele número que não discava a anos...
Será que ela ainda se lembrava qual era? Será que ele ficaria feliz em ouvir-la novamente?

O telefone toca, mas era apenas um aviso de e-mail,
Ela se assusta percebendo, apenas agora, o seu estado de devaneio.
E continua a chover...

O que ela pode fazer?

A garota olhava para o teto de madeira preocupada... Seu amigo estava mal, triste, um tanto quanto deprimido. Ele havia levado um fora da garota que ele acreditava ser a mulher da vida dele, ela não podia fazer nada para amenizar a dor dele.

'Porque raios eu moro longe? Porque??' pensava ela querendo abraça-lo, conforta-lo em seu colo e cuidar dele. Lembrava-se de uns votos de casamento que havia ouvido "com essa mão, eu espantarei a sua tristeza" ela queria poder fazer isso com ele... Mas não podia.

O que ela deveria fazer?

O fim de uma saga...?



A Figura Menor olhava a tela do seu notebook e não entendia o que a Figura Maior lhe dizia... Olhava, olhava e olhava, mas não via.


Como aquela figura poderia jogar fora tudo que ela, tão pequena, fez? Parecia uma cena de um filme surreal... Tudo havia começado há um mês... Um mês que a Figura Menor havia encontrado a sua felicidade. Ela havia encontrado uma Figura de Óculos que havia domado o seu coração. Um mês que ela conseguia dormir, tinha parado de ter pesadelos e tinha, finalmente, alguém para cuidar dela.


Ela estava cansada daquela velha história de que a Figura Maior estava confusa, que ela havia entendido mal, que eles se gostavam mas não desse jeito... Com uma certa dor no peito, ela fechou o seu notebook sem ao menos dizer tchau, sentou à mesa com seu caderno e começou a escrever o seguinte:


Avalon, Equinócio de Primavera do ano que a Grande Mãe nos deu


Cara Figura Maior,


Queria te dizer tudo isso pessoalmente, mas sei que não iria conseguir, por isso lanço mão da minha arma mais "mortal", as minhas palavras. Porém ainda gosto de ti e tenho medo de te magoar, o medo que você não teve. 


Queria te perguntar onde estavas quando precisei de um ombro em dias negros que te liguei. Todas as vezes que você me ligou, te atendi, mesmo muito ocupada ou nervosa.
Peço com todo meu coração, não me deixe mais confusa à seu respeito. Já é muito difícil me entender, te entender seria pedir o impossivel.


Gostaria de te contar uma coisa:
Estou feliz com ele, acho que estou sentindo a felicidade que eu não sentiria se estivesse com você e agora você me confunde?


Desculpe-me mas a chance foi dada e chance perdida não volta. E você a perdeu.
fi
Até algum momento,
F. M.


PS: Ainda tenho apreço por você, peço que não tente estragar isso novamente.


Colocou em um envelope, fechou, lacrou e colocou na bolsa;


No dia seguinte, encontrou a Figura Maior. Ela, a Menor, estava acompanhada pela sua Figura de Óculos e sorria como se todas as suas dores tivessem sido dissipadas. A Figura Maior olhou, sorriu um sorriso fraco e amarelado e continuou a olha-lá. Até que ele viu o que não queria, um beijo das duas Figuras, olhou para os próprios pés, suspirou e pensou no que havia perdido.


Por um momento a Figura Menor ficou só e a Maior se aproximou, conversaram e quando ela ia saindo, abriu a bolsa e tirou a carta da bolsa:
- Você sabe o que fazer - disse entregando a carta, ela tremia um pouco, nas mãos da Figura imponente que a olhava -adeus.
Ela virou-se e saiu andando como uma deusa, não parecia tocar no chão, parecia deslizar...


A Figura Maior viu a Menor se distanciar incapaz de mover-se, viu ela indo... Indo... Assim que ela desapareceu, pegou o envelope, cheirou e viu que ele tinha o cheiro dela, abriu e retirou o papel, do envelope caiu uma pena de pavão. Leu a carta.


Em choque não conseguiu entender o significado da pena, até que viu no cantinho da folha, rabiscado com uma caneta de outra cor as seguintes frases:
Uma coisa para lembrar de mim. O Olho do Pavão tudo vê, eu estarei lhe vendo.


A Figura Maior guardou a carta e a pena, olhou para os lados, pagou a conta e saiu. Ainda viu a Figura Menor abraçada com a Figura de Óculos, sentiu uma pontada no peito, mas se controlou. Entrou no carro e ligou o som... Tocava a música da Figura Menor que dizia que bom era ficarem juntos... 


Na sua cabeça uma frase ainda martelava: Você perdeu a sua chance.


Será que um dia a Figura Maior irá notar o que ela perdeu? Será que um dia a Figura Menor dará outra chance?
Só o tempo dirá.

E a Figura Maior volta para a Menor...

A Figura Maior chegou de mansinho e se sentou na cama, o quarto ainda estava na penumbra...
Acariciou os cabelos dela e disse:
- Oi...


A Figura Menor ainda sonolenta abre aquele sorriso de iluminar até a caverna mais escura e disse numa voz baixa.
- Oi..


- Desculpa, acho que me atrasei demais - disse ele ainda acariciando os cabelos dela e olhando nos olhos como se tivesse medo de perder cada detalhe do rosto da amada - não queria ter demorado tanto...
- Tudo bem - respondeu ela - eu estava aqui a sua espera e ia continuar até você aparecer - deu outro sorriso que derretia o mais duro coração. 


Conversaram por um tempo, ele sentado e ela deitada, até que ele se debruçou e a beijou, um beijo terno e carinhoso como se esperasse a muito tempo por aquele momento. Ela o abraçou e retribuiu o beijo com ternura o puxando para junto e ele a seguindo.


A Figura Maior estava deitada ao lado da Figura Menor, eles se olhavam e se acariciavam. A quanto tempo ela esperava por esse momento? A alguns meses ou por toda a vida? Ele desenhava o rosto dela com a ponta dos dedos, brincava com cabelo dela que ficava no rosto, ele também sorria, sorria com sinceridade. Ela estava em êxtase, imitava os movimentos dele sempre sorrindo até se aconchegar no peito dele.


Escutava o coração dele bater acelerado, assim como o dela, ele a apertava contra o peito como se impedisse que ela fugisse para sempre.
- Que bom você veio... - disse a Figura Menor com a voz baixa de recém-acordada - fiquei com medo de não te ver mais...
- Eu disse que vinha - respondeu a Figura Maior com firmeza mas ao mesmo tempo docemente - se eu prometi a você, eu cumpro.


Ficaram abraçados por inúmeros minutos, sentindo o cheiro um do outro, ele sentindo a pele dela quase completamente desnuda, até adormecerem... Ele cantava uma canção para ela, a favorita que só ele sabia...


...


A Figura Menor acordou com seu celular tocando, atendeu ainda dormindo, falou algo e depois que desligou foi que acordou, olhou para os lados e percebeu havia sonhado com tudo.


----
CONTINUA

A raiva de Amy

Amy estava irritada, viu algo que não gostou, uma simples foto que a irritou.
Era apenas uma simples foto com duas pessoas... O rapaz que ela gostava e uma outra mulher...
Ela, irritada, acendeu um cigarro contra a vontade, estava tentando se acalmar.


Olhou de novo a foto como se quisesse ser uma masoquista burra.
Notou um sorriso um tanto falso, um pouco como se perguntasse: O que raios faço aqui e porque estão me fotografando?
Mais uma vez sentiu uma raiva crescente novamente... Raiva.


Uma música que diz "eu tenho fé que um dia eu voltarei..."
Ela dá uma tragada forte e profunda, absorvendo mais fumaça e nicotina.
Na vã esperança de se acalmar, funciona por alguns instantes, mas depois a sensação vota mais forte.


Ela resolve tentar se acalmar, mas antes escreve algumas palavras...
Briga, surta, joga na cara das pessoas seus sentimentos.
Acalma-se um pouco, mas não o bastante.


Arrumou o casaco para se esquentar um pouco,
Estava frio naquela noite e chuvosa,
Nem sua raiva a esquentou o bastante.


Levantou-se com o cigarro na boca,
Caminhou até a janela e soltou uma baforada de fumaça,
Embaçando o vidro.


Andou um pouco pela sala,
Acalmou-se mais...
Fumou outro cigarro.


Perdeu-se em pensamentos,
Mas as vezes voltava para a foto
E a raiva vinha em ondas...


Respirou profundamente...
E foi fazer suas coisas
e tentou não pensar mais nisso.

Como você, tudo está bem

Ele estava abraçado a mim: sentia falta do peso dele sobre o seu corpo, a pressão na minha pele, seu cheiro, seus beijos, seu toque. Lá estava eu, com minha camisola de seda negra, desenhando todas as minhas curvas generosas. O braço dele envolvia a minha cintura... Nossa, há quanto tempo não ficavam juntos...? Ele dormia ainda, e eu estava acordada observando-o, mas não queria me mexer... o momento era maravilhoso, não queria estragar nada.


Não sabia ao certo onde nós estávamos, porém, não dava a mínima, estava com ele, e só isso me importava. De repente, ele começa a mexer-se devagar, havia despertado; eu acompanhava tudo com um sorriso, meus dedos desenhavam o seu rosto, aquele cavanhaque me deixava encantada, principalmente quando ele emoldurava aquele lindo sorriso.


Abriu os olhos, sorriu e me beijou; não pude deixar de sorrir - ele transbordava carinho. Me virou devagar, de modo que ficássemos deitados em "conchinha". Ele começou a beijar minhas costas e meu pescoço... Um arrepio subiu pela minha coluna; ele soltou uma leve risada e continuou. Já estava mole com aquele carinho todo quando ele disse:


- Tira essa camisola, vai... Você fica linda sem ela...


Deus, que voz era aquela? Estava derretida por ele, e quando fui ameaçar tirá-la, ele, com uma destreza impressionante, já estava no fim, em meio a beijos.


- Safadinho você eim?


- Safado não, zelando pelo seu bem estar... E o meu também. Gosto de sentir sua pele na minha...


Após essa frase, virei para olhar nos seus olhos; Estava calma como nunca estivera, parecia que, com ele, nada de mal iria me acontecer. Passei a mão no rosto dele e com os dedos desenhei seu queixo e seus lábios. Beijei-o levemente e coloquei a minha cabeça no seu peito. Ele me abraçou e me apertou, como se desejasse que ficássemos cada vez mais juntos. Me aconcheguei e comecei a passar os dedos pelo seu peito definido.


- Queria que isso nunca acabasse... - comecei a dizer.


- Eu também não quero que isso acabe... Nos veremos mais, eu prometo.


- Sim, nós nos veremos sim...


- Eu quero te dizer algo.


- O que?


Ele fez uma pausa interminável, me pegou e me elevou, até que meus olhos ficassem da altura dos seus... Passou a mão no meu rosto, desenhou meus lábios, tirou o cabelo da frente dos meus olhos e o afagou. Seus olhos eram tão doces, pareciam estar gravando cada ângulo do meu rosto... Me beijou na testa e me virou novamente. Ao pé do meu ouvido, ele sussurou:


- Eu te amo...

As malas da Menina

Abriu o guarda roupas, separou algumas roupas... Calças Jeans, bermudas, saias, blusas, biquini e a roupas de baixo. Colocou tudo na mala, arrumado bem direitinho, era um trabalho de paciência.

Sua amiga e colega de apartamento olhava e perguntava para onde ela ia, Madeline respondia que iria encontrar com ele, que desta vez era pra valer. Eles iriam se ver e se conhecer pessoalmente. Colocava algumas coisas que lhe eram necessárias como remédios, carregadores...

Uma música diferente invade o ar, Madeline percebeu que era o toque do seu celular, correu para atender.

-Alô? - disse ela
-Estou chegando aí, me espere. - respondeu uma voz masculina do outro lado da linha.
-Quanto tempo para isso?
-Menos que você imagina, apenas me espere.

Desligou o telefone com os olhos cheios de lágrimas.

-O que foi Menina? - perguntou a sua colega
-Ele está chegando e vai chegar logo. - respondeu depois de algum tempo fitando o celular e abriu um sorriso que poderia iluminar um cômodo todo.

Saiu correndo para se arrumar e em menos de 30 minutos lá estava ele com os braços envolta de seu corpo e olhando em seus olhos. E pela primeira vez, ela conseguiu ser feliz no amor.


Uma carta de Halloween Town


Halloween Town, 03 de Novembro de 1966

À você, Jack Esqueleto

Faz tanto tempo que não te escrevo ou não tenho coragem de te entregar o que escrevo...
Te vi ontem, mas creio que você não me viu. Estavas lindo com aquela roupa, combinava com a minha, ambos de vermelho sangue, vermelho paixão. Queria ter ido falar contigo, mas estavas cercado de gente e eu estava lá... Com o meu mestre...

Te observei durante muito tempo, depois saí e te deixei, mas levei a tua imagem na minha mente.
Não aproveitei nada da festa, meu mestre se entreteu com outros cientistas e me esqueceu em um canto... Só pedia para te encontrar e que estivesses só, pensei em voltar e ficar com você mas era tarde demais.

Tentei aproveitar a festa mesmo assim, mas foi difícil... Acabei beijando outra pessoa e me senti estranha por não ser você... Acho que senti o que as pessoas da Terra chamam de culpa... Não entendo bem esse sentimento...

Não sei mais de nada, só queria que você estivesse aqui comigo agora... Espero não está apaixonada por você, mas, se estiver, cuide do meu coração e não o quebre... Por favor...

Por favor...

Sally

Não sei quem você é...


Mas sei que você existe. Todas as noites, me visitas, você me dá prazeres proibidos... Sussuras palavras gentis ao meu ouvido fazendo-me ficar arrepiada.

Tu me visitas em sonhos, mas nunca consigo ver teu rosto... Vou te encontrar algum dia? Por favor, venha me ver, me dê os prazeres proibidos reais, não em sonhos. Venha...

Eu estou te esperando, mesmo sem saber teu nome... Até te dei um nome por esse motivo... "Meu amor" é assim que te chamo... Amor... As vezes ele me parece tão distante, mas o teu não posso negar, não posso rejeitar, não posso se quer viver...

Quem é você? Quem é você que me dar prazeres, me acalenta, me conforta? Nunca vi teu rosto ou escutei tua voz de verdade... Quem é você?

Peço, mais uma vez, que não foque só nos meus sonhos, venha me ver, venha me ter... Venha sentir a minha pele quente na tua, venha sentir o sabor dos meus beijos, venha sentir o calor do meu toque, venha sentir a pressão do meu corpo no teu..

Venha, venha...

Havia barulho...


E fez-se silêncio por um momento... A única coisa que ouvia-se pela casa eram os sons da rua.
Eles se olhavam, como se quissem gravar aquela imagem na mente. Ele, deitado, afagava os cabelos dela que estava deitada retribuindo o carinho da mesma forma. Seus olhos se cruzavam... Estavam cheios de ternura e amor.

Depois de um tempo ela adormeceu aninhada no peito dele, ele deslizava as suas grandes mãos pelo corpo nu dela... "Tão bela, tão frágil... Tão perfeita" pensava o homem apaixonado. Ela, em seu sonho se via naquela mesma situação, daquele mesmo jeito, eles deitados na cama com lençois de seda, ele, com seu corpo definido e atraente nu pulsando por ela. E o corpo dela ansiava por ele, mas precisava de um tempo, apenas um instante para se recompor, e voltariam.

Ele tocou o ombro dela, precisava levantar-se. Ela, amavelmente, tomou seu travesseiro e ficou olhando aquele homem moreno e belo, levantar e caminhar até a janela e abri-lá... Nas suas costas via-se marcas de unhas, ainda vermelhas, suas unhas... Ele voltava com um sorriso no rosto ao ver como ela estava. O lençol que cobria o corpo, também moreno, dela havia sido posto de modo especial que deixassem partes do corpo dela a mostra. No seu rosto também tinha um sorriso e um certo olhar de Femme Fatale que ele tanto amava.

Como um gato, ele voltou a cama e sua boca encontrou-se com a dela mais uma vez, como haviam feito antes. Depois deslizou para seu pescoço e ela soltou um gemido, ambos corpos desejavam-se enlouquecidamente, a visão dele e das marcas causadas por ela mesma havia sido o estopim, o que faltava para recomeçarem mais uma vez.

A boca dele encontrou a dela novamente e agora só ouvia-se o barulho de seus beijos... Suas mãos, não sabia se mais de quem, descobria o corpo do outro, precorria cada centimetro de pele...

Agora a única coisa que se ouvia era os gemidos de dois amantes.

Um "insinting"


Houve um "insiting" e Suzy finalmente compreendeu, ela não gostava dele. Não gostava a ponto de querer entregar o corpo a ele. Sim, ele continuava especial, ah sim, isso ele ainda era.

Ele havia preenchido, temporáriamente, um buraco no peito dela... "Talvez eu tenha ido rápido demais, e por isso ele se afastou" pensava Suzy "ou, ele estava se apaixonando e não sabia lhe dar com esse sentimento..."

Parecia que depois disso ela se sentia mais leve, certo, ela ainda tinha vontade de falar com ele, de ligar só pra escutar a voz e falar besteiras... Mas não o desejava como antes. "Me livrei dessa não? Tá ainda acho ele especial, mas isso é crime?" perguntava-se enquanto via alguns avatares na internet. Sentia isso, mas não falava, queria encontra-lo pessoalmente e assim conversar... Quem sabe isso iria ocorrer mais cedo que ela imaginava?

Apesar de tudo isso, quando falavam dele, ela tinha um choque. Era como se todos os sentimentos voltassem e depois se acalmassem e ela nota que não gostava dele como imaginava, ele seria sempre aquele amigo "colorido" mas não era o que cara que ela iria se entregar tão facilmente.

"Parece que agora estou realmente livre, né?" Dizia para si a pequena grande Suzy. Sim, agora ela estava completamente livre! Finalmente ela podia sorrir sem peso na consciência e verdadeiramente.