Angelique e suas Facetas

A história de Angelique e suas muitas facetas...

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"Minha felicidade é a sua felicidade"


Jolene abriu os olhos naquela manhã que não se decidia se era chuvosa ou ensolarada. Estava normal, nem triste e nem feliz; porém se sentia bem, fazia muitos meses que não se senia daquela maneira. Ficou assustada, achava que algo iria dá errado, mas, mesmo assim, continuou!

Não queria passar o resto do dia em casa, estava decidida sair com um "amigo" após a faculdade, iria acompanhada, exigência paterna, mas iria livrar-se da compania e aproveitaria um tempo com ele. Gostava do papo dele, do estilo dele, gostava dele... Não estava pensando em algo a mais, mas se rolasse não iria negar-se a aproveitar.

Não queria, também, ver as aulas, mandou uma mensagem para ele e teve o silêncio como resposta, não ligou... Ele deveria está longe do celular ou ocupado. Esperou, um pouco de raiva brotou no seu coração, sentimento que estava acostumando-se a sentir, por esse motivo nem deu muita importância a ele. As horas passavam-se e nada de resposta... Estava desistindo. Desistindo dele e não de sair de casa.

Acabaram suas aulas, as quais não havia prestado atenção, e ela foi para casa ainda esperando. Foi recebida com reclamações da sua mãe, a raiva aumentava... Pegou seu celular e discou para seu acompanhante, ele pediu para que ela o encontrasse perto de casa e la se lançou Jolene após seu almoço. Disse a si mesma que iria ligar p seu "amigo" quando chegasse no seu destino.

Ela se sentia superior por ter vários homens ao seus pés, havia contado a suas colegas de faculdade, as matando de inveja. Elas queriam fotos e ela enviaria, era só uma questão de tempo. Eles estavam aos seus pés... Havia, até, esquecido do seu ex, ou pelo menos o via com outros olhos. Jolene era poderosa ou gostava de pensar assim, se sentia bem sendo isso.

Encontrou com seu acompanhante, andaram um pouco, conversaram e pegaram o ônibus. A conversa corria solta, mas ela queria mesmo chegar no destino dela e ligar para o outro e chama-lo. O fez assim que chegaram, o telefone chamou, chamou e nada. Desistiu, quano ele visse iria ligar para ela... Acreditava nisso.

Voltaram para casa, com seu acompanhante dando indiretas a ela... Não o queria, tinha ficado meio triste por não ter encontrado o outro, mas sabia que poderia mais e mais....

Estava desligada no seu computador até seu celular tocar... Era o toque do ex de Jolene, assustada foi atender. Do outro lado da linha ouviu uma voz alegre que, por mais esqueisito que parecesse, a deixou feliz. Conversaram bastante e ela ficou animada.

Ele havia lembrado-se dela, ele sentia algo por ela ainda, a via como amiga e isso a deixou feliz, ela estava explodindo que nem as reclamações da mãe a importunavam... Ele havia lembrad- dela, ele havia ligado para ela para dividir uma alegria e disse que não ligava mais vezes porque sabia que ela tinha outro e queria que ela passasse mais tempo com ele.

Ela estava feliz, pela primeira vez em meses, estava feliz. Ficou feliz pela felicidade dele... Em meses, Jolene sorriu por dentro e por fora.

"Quero bater em alguém!"


A raiva de Joline aumentava a cada dia... Além de gritar queria bater em alguém, achava que assim se libertaria, passaria a raiva. Mas ela não passava... Esmurrava seu travesseiro a noite e nada, gritava nele e nada mudava. Não sentia mais amor pelo ex, sentia um misto de pena e piedade, sabia que ele voltaria correndo para ela no menor sinal de tormentas com a sua atual e ela iria ajuda-ló, para mostra que não é igual a ele.

Sentia raiva também de suas amigas, elas haviam deixado ela em um péssimo momento. "Quando precisei me deram as costas..." pensava e sua raiva aumentava. Ainda bem que tinha sua "gang", eles a deixavam bem, seu pretendente mais forte cuidava dela mesmo longe.

A raiva amenizava com o clima, parecia que na chuva acalmava um pouco, mas ainda estava guardada. Precisava de uma só faísca que tudo voltava, um imagem, uma palavra.

Seu ex livaga esporadicamente, o que dava raiva e trazia lembranças a sua mente... Seu pretendente ficava chateado pois sabia que ela ainda sentia algo. Mas ele não sabia que o que ela sentia por ele era mais forte.

Queria socar algo para se libertar... Mas não deixavam...

"Deixem que eu grite!"


Ela aparentava ser uma menina calma, e o era, mas, a alguns dias, andava com muita raiva. Joline havia acabado um relacionamento, onde ela saíra machucada, tinha sido trocada, apesar dele dizer que não fora, por outra garota que ele nem havia visto pessoalmente. Ela não gostava disso, ainda gostava dela, diria até amava mas essa palavra já não cabia mais no contexto, mesmo ela sempre desejando o a felicidade dele, achava que ele estaria melhor com ela... Mas ela se dava uma nova chance de ser feliz, já tinha pessoas em vista, homens e mulheres, Joline não se importava com o sexo da pessoa.

Era obrigada a ver declarações de amor para a outra, de escutar que ele excluiria ela de várias coisas, ela pensava que ele iria exclui-lá da sua vida e isso doia no coração dela, no final isso não havia ocorrido até o momento. Da vez mais recente que haviam se visto ela ficou mal, deprimida, com vontade de morrer, coisa de dois dias depois desse encontro ele a liga e diz que não deveria ter deixado ela, que estava sofrendo, que estava só, isso a abala, tempos depois ele diz que não era para ter contado isso a ela e desliga o telefone. Ela fica confusa, para ela, isso provava que ele ainda sentia algo por ela. Com o tempo isso, de certo modo, passou, ela estava cansando de esperar por ele, estava perdendo oportunidades de ser feliz, de viver novamente, de ser quem ela era. Voltava aos poucos mas ainda sentia que não estava 100% que ainda faltava algo.

Arrumou novos amigos, aparentemente, os velhos haviam esquecido ela. Se sentia bem com os novos, faziam com que ela risse e se sentisse querida, podia falar com eles sobre tudo, na verdade, quase tudo. Um dos membros da sua nova "gang" estava passando por algo parecido com que ela estava passando, mas ele permanecia na carência, ainda não havia achado outra pessoa por quem pudesse se interessar, até tinha ensaiado algo, mas ele não suprimia nem um terço do que precisava, ela por sua vez havia encontrado duas pessoas, um homem e uma mulher, e , havia um outro homem que havia pedido a Joline para deixar ele tentar curar a tristeza que ela sentia. Estava se divertindo sem ele, o ex, apesar de sentir falta dele em alguns momentos.

Um belo dia, ela foi procurada por um desses amigos para ajuda-lo a resolver um problema amoroso, apesar de não está recuperada totalmente, ela escutaria e ajudaria. O membro contou que agora que estava feliz, livre e se divertindo, o ex-namorado havia reaparecido e pedindo para voltar... Ainda existia um sentimento pelo ex, explicava o membro da "gang" que ela havia formado involuntáriamente, e não sabia como iria proceder... Gostava da liberdade que tinha agora e ao mesmo tempo queria voltar, estava com a mente confusa e queria que ela ajudasse a clarea-lá. Ela se imaginou naquela situação e ficou com raiva, mais do que a que já carregava no peito. Disse para ponderar bem, ver o que realmente queria e assim se decidir e que ela iria ajudar em tudo que pudesse.

No meio de uma conversa havia comentado com outro membro e uma amiga o fato de, num futuro, ocorrer isso com ela e recebeu em troca a síntese da preocupação. Eles havia dito que não se preocupasse com isso, pois se ocorresse ela ficasse tranquila e que não voltasse e se voltasse que fizesse exigências e que cobrasse que ele cumprisse todas. O seu amigo havia lhe dito algo que havia tocado o coração, ele a alertou para o fato de haver outras pessoas que se interessavam por ela, que queriam o bem e a felicidade dela, ali, debaixo do nariz dela. Sua amiga disse que isso era um aprendizado e que iria se saiber muito bem nele e que ela fosse ser feliz e aproveitasse a vida.

A raiva de Joline diminuia e aumentava, como uma progressão, até que um dia passou. Ela ainda estava "só", mas tinha seus pretendentes. Estava bem, calma, serena, mas viu viu algo que a abalou, mais uma declaração... Ela quis gritar a plenos pulmões para ele que a garota não iria fazer nem metade do que ela havia feito por ele, que um dia ele voltaria correndo para ela e ela o esnobaria, que ele sentiria mais falta dela que tudo, que ele ainda devia dinheiro a ela e que ela o queria, que ao invés de gastar com aquelazinha a pagasse, que devolvesse as coisas dela que estavam com ele... Infelizmente não o fez, para ela soaria muito prepotente e ela não era assim.

Ficou com aquilo guardado, de certo modo não incomodava muito... Mas precisava gritar, só não sabia como...